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O PRESÉPIO NA ALMA DE CADA UM Posted on 25 Dec 18:08 , 0 comments

A Essência do Natal Não Pode
Ser Encontrada no Mundo Externo

Carlos Cardoso Aveline

 

A celebração do amor universal é feita pouco antes de virarmos mais uma vez a página sagrada do ciclo de doze meses, no Livro da Vida.

Para a filosofia esotérica, a verdadeira celebração do Natal ocorre no coração humano, e é lá que se encontra o mais importante dos presépios. No coração vive e renasce o nosso “eu” mais elevado. A experiência é iniciática. Cada elemento do presépio externo pode ser reconhecido como um símbolo do Caminho para a Sabedoria.

As condições do inverno do Hemisfério Norte correspondem ao processo de provações e testes que antecede à iniciação. As ovelhas representam a suavidade de alma necessária para transcender as dificuldades externas.

O burro significa humildade e serviço altruísta, que compensam e reduzem alguns dos sofrimentos da vida. Uma cabra é um símbolo da persistência necessária para subir até a altura do espírito imortal.

As fracas chamas acesas ao redor do recém-nascido são as luzes da alma espiritual, sempre precárias no meio da noite do materialismo e da ignorância. Os pais da criança, e as outras crianças presentes, representam a humanidade. O galo anunciará o novo dia. Uma vaca, frequentemente presente na cena, representa a Vida como um todo e por isso ela é sagrada na Índia. Uma estrela no céu, brilhando sobre o presépio, representa Atma e a Lei Universal. A cena inteira constitui um estudo sobre a comunhão, ou unidade na diversidade. Este é um dos temas centrais das grandes iniciações.

A cada ano, nascemos durante o Natal para recomeçar a viver de modo melhor no Ano Novo. Ao longo deste ciclo e de outros, aprendemos a existir em unidade consciente com a nossa invisível Estrela no céu.

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Reproduzido do website www.HelenaBlavatsky.net.

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VENDO BUDDHA EM TODA PARTE Posted on 08 Sep 20:37 , 0 comments

A busca espiritual começa com um impulso que vem de dentro. Uma força interna nos leva a procurar por algo que, apesar de ser inicialmente “desconhecido” para nós, sentimos que aguarda nosso encontro. Não sabemos muito bem o que procurar nem como, mas no meio da incerteza sobre aquilo que temos de encontrar se vai dando a busca e com ela crescem a segurança, a determinação e a coragem necessárias para encontrar o desconhecido que nos é familiar.

Passamos longos anos e vidas numa intensa jornada até perceber o óbvio. Procurar conhecer o desconhecido é a forma de nos conhecermos a nós próprios. E por vezes nos perguntamos como gastamos tanto tempo para ver que a felicidade, o conhecimento e a paz sempre estiveram em nós. Mas o tempo nunca é perdido. Esse é o período necessário para que a semente da sabedoria germine.

A semente contém a árvore e os seus frutos e do mesmo modo em todos nós há oculto um eu sábio e universal . Como o Zen coloca: “O reino dos iluminados não é um reino externo, com caraterísticas manifestas; a Budeidade [o budado] é o reino do conhecimento sagrado dentro de cada um.” [1]

A semente necessita de terra, sol, água e outros elementos para germinar, ganhar raízes, avançar em direção ao alto, se transformar em árvore, e dar frutos. Também nós necessitamos de certas condições e de tempo para que a árvore da sabedoria ganhe raízes, cresça, amadureça e a energia búdica possa ser reconhecida em tudo o que existe. Só então passamos a ver todo espaço como sendo divino.

O livro “Três Caminhos Para a Paz Interior”, de Carlos, diz o seguinte sobre a prática da presença divina:

“As dificuldades (…) são mais aparentes do que reais. Estão no efeito hipnótico que o mundo externo tem sobre nossa consciência, e na nossa preocupação excessiva com nós mesmos.” [2]

E o mestre Zen Dahui ensinou:

“…O que precisais de fazer é limpar a influência das ansiedades psicológicas ligadas ao mundo externo que se tem acumulado na vossa psique desde tempos imemoriais. Tornai a vossa mente tão amplamente aberta quanto o espaço cósmico…” [3]

A busca espiritual é um processo de autopurificação e autoconhecimento através do qual nos desprendemos das ilusões e nos conectamos com a essência da vida. “A Voz do Silêncio” diz:

“…A mente é como um espelho; ela acumula pó enquanto reflete. Ela necessita a brisa suave da sabedoria da Alma para afastar o pó das nossas ilusões. Tenta, ó iniciante, unir tua Mente e tua Alma. Evita a ignorância, e evita do mesmo modo a ilusão. Volta o teu rosto para longe dos enganos do mundo…”

E ainda:

“…Dentro do teu corpo - o santuário das tuas sensações - procura, no Impessoal, pelo 'Homem Eterno'; e, depois de localizá-lo, olha para o teu interior: tu és Buddha.” [4]

Por vezes procuramos fora de nós aquilo que está sempre conosco. Mas todo esforço feito no sentido da verdade é útil e aquele que caminha com humildade e perseverança acaba se encontrando.

O Sutra da Ornamentação Florida ensina:

“Não vejais Buda num fenômeno, num acontecimento, num corpo, numa terra, num ser – vede Buda em toda parte.” [5]

O caminho vai mudando à medida que seguimos nossa viagem pela vida. No entanto, ele não tem fim e a busca nunca acaba. Mesmo encontrando o que tanto procurávamos, novas dimensões do caminho se abrirão diante de nós. A essa altura já não procuramos por algo que sentimos ser nosso mas buscamos levar até aos outros o que encontramos e reconhecemos ser de todos. E é percebendo o sagrado e agindo a partir da natureza altruísta e universal da vida que ajudamos o mundo a despertar para a realidade oculta e a viver nela de forma consciente.

(Joana Maria Pinho)

NOTAS:

[1] Reproduzido do livro “A Essência do Zen”, de Thomas Cleary (trad. e comp.), Editorial Presença, Portugal, 2002, 155 pp., p. 104.

[2] Da obra “Três Caminhos Para a Paz Interior”, de Carlos Cardoso Aveline, Ed. Teosófica, Brasília, 2002, 191 pp., p. 162.

[3] Do livro “A Essência do Zen”, p. 104.

[4] “A Voz do Silêncio”, de Helena P. Blavatsky, edição online de www.FilosofiaEsoterica.com, p. 17.

[5] Reproduzido do livro “A Essência do Zen”, p. 105.

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 A mensagem acima foi publicada originalmente no e-grupo SerAtento, em YahooGrupos. 

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O DESCANSO E A GRATIDÃO Posted on 08 Sep 20:27 , 0 comments

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A consciência coletiva expande-se. Os horizontes se alargam e neles vemos a humanidade futura. Um número crescente de cidadãos desperta para o papel central que cada um ocupa na construção de um amanhã justo e fraterno.

O planeta Terra tem sofrido os efeitos da sociedade moderna, concentrada no consumismo material. Assim como as casas revelam o estado de espírito de quem as habita, a Terra reflete a alma humana.

Os problemas ambientais e climáticos são visíveis no corpo planetário do qual somos uma parte e em nosso próprio organismo. A saúde dos indivíduos é influenciada pelo ambiente no qual estão inseridos e o ambiente sofre influências dos pensamentos, das emoções e das atitudes concretas do conjunto dos cidadãos. Como Carlos escreveu na obra “A Vida Secreta da Natureza”:

“De fato, o planeta Terra não é um ecossistema apenas no sentido físico e biológico. Existe também um ecossistema mental e emocional da humanidade, onde as relações (…) são ainda mais diretas e imediatas que no plano físico. (…) As guerras e a destruição do meio ambiente são a continuação não só da política – por outros meios – mas também dos nossos próprios conflitos psicológicos, da nossa cobiça e da nossa ignorância espiritual.” [1]

A reflorestação, a limpeza dos mares, o respeito pelos animais, o desarmamento, e outras iniciativas são de grande importância. Elas despertam os seres humanos para a necessidade de zelar pelo planeta e pela vida, ao mesmo tempo que colocam em marcha modelos sustentáveis de desenvolvimento. No entanto, essas ações só se tornam algo realmente efetivo quando partem do centro interno dos indivíduos.

Os problemas são solucionados agindo no plano das causas e é nesse sentido que devemos direcionar nosso esforço. As causas dos maiores problemas e das dores desnecessárias que vivemos hoje resumem-se ao egoísmo. Carlos escreveu:

“A fonte primária da destruição ambiental é a ganância, que também causa todas as injustiças sociais. Para muitos iniciantes do caminho espiritual, a ganância de bens materiais já não é mais um problema. E então pensamos que não temos nada a ver com a destruição do meio ambiente, causada pelo consumismo desenfreado. Mas a questão é mais complexa. Quando o iniciante do caminho místico renuncia à busca da riqueza material, muitas vezes ele substitui uma ganância por outra e desenvolve ambições espirituais. Então ele pode esconder sob a fachada de um comportamento aparentemente altruísta o orgulho, a ambição, e a mesma ganância daquele que descumpre as leis ambientais para ganhar dinheiro de curto prazo à custa do nosso ar, da nossa água e do nosso solo.”[2]

Para curar o planeta é preciso restaurar a família humana.

Cada vez que um indivíduo reconhece sua própria ganância e refloresta lentamente seu ser com as árvores da sabedoria, do respeito e da consciência divina, a Terra fortalece seu equilíbrio e expressa gratidão através de coisas tão simples como a chuva que chega em um dia demasiado quente.

Auxiliamos a vida e sua evolução quando estreitamos laços com o eu superior e cultivamos no espaço interno o silêncio e a tranquilidade da alma. Essa é a atitude que nos coloca em contato com o bom, o belo e o verdadeiro e nos faz expressar no mundo ao redor a harmonia celeste. Como o livro “A Vida Secreta da Natureza” afirma: “Podemos descansar do apego, da cobiça, do medo e da ambição. Tudo está eternamente aqui e agora.” [3]

(Joana Maria Pinho)

NOTAS:

[1] Reproduzido do livro “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline, Bodigaya, Porto Alegre, 2007, 157 pp., pp. 61-62.

[2] “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline, obra citada, p. 62.

[3] “A Vida Secreta da Natureza”, de Carlos Cardoso Aveline, obra citada, p. 67.

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A mensagem acima foi publicada originalmente no e-grupo SerAtento, em YahooGrupos.
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LIVRO SOBRE HPB É BOM PARA RECICLAGEM Posted on 25 Aug 23:23 , 0 comments

Biografia de Helena P. Blavatsky

Publicada em 2012 Não é Totalmente Inútil

Carlos Cardoso Aveline
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Há uma biografia de Helena P. Blavatsky que, a julgar pelo título e pela capa, parece profundamente teosófica.

É importante fazer um alerta para que os leitores não joguem seu dinheiro fora.

Apesar do seu título agradável, o livro “Madame Blavatsky, a Mãe da Espiritualidade Moderna”, de Gary Lachman, é útil principalmente como matéria-prima para aqueles que produzem papel reciclado. Colocado à venda em inglês em 2012 e em português em 2014, o livro tem 280 páginas e seu conteúdo é inspirado pela política antiteosófica do Vaticano. 

Há sempre um lado positivo em tudo, e a boa notícia é que o volume não foi publicado nem apoiado por qualquer editora teosófica. No Brasil, saiu pela Cultrix/Pensamento. O seu conteúdo é uma versão mal atualizada dos materiais falsificados por Vsevolod Solovyof e os Coulomb no século 19. 

O volume constitui uma forma militante de relativismo ético ou hipocrisia intelectualizada. Não há confirmação oficial de que instituições ligadas ao Vaticano vêm patrocinando este tipo de literatura. É sintomático, no entanto, o fato de que o volume recebeu elogios insistentes de editores e comentaristas que trabalham em harmonia oculta com o Vaticano.

Sylvia Cranston Escreveu a Melhor Biografia

Os livros antiteosóficos sobre Helena Blavatsky devem ser identificados - entre outras razões - como uma expressão de respeito pelo dinheiro das pessoas. O direito dos consumidores está em jogo, e isso não é tudo. Os teosofistas podem indicar aos leitores do público amplo os livros que são autênticos, e dizer quais autores se abstêm de adulterar os fatos.

A melhor das dezenas de biografias da fundadora do movimento teosófico moderno, sem dúvida, é “Helena Blavatsky”, de Sylvia Cranston. [1]

O bem documentado volume de 678 páginas é uma leitura inevitável tanto para estudantes experientes como para aqueles que só agora descobrem a teosofia. A maior parte da obra de Cranston é tão agradável de ler quanto um bom romance. Para muitos, é fascinante. O volume é também ilustrado. A sua parte final - parte sete - constitui um relato impressionante do impacto que os escritos produzidos por Blavatsky e pelos Mestres de Sabedoria no século 19 provocaram ao longo do século 20 - e ainda provocam hoje.

NOTA:

[1] “Helena Blavatsky”, Sylvia Cranston, Ed. Teosófica, Brasília, 1997.   

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O texto acima é reproduzido de www.HelenaBlavatsky.net

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Clique aqui para comprar o livro “Helena Blavatsky”, de Sylvia Cranston

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BOOK ON BLAVATSKY IS GOOD FOR RECYCLING Posted on 25 Aug 23:10 , 0 comments

A 2012 Biography of H.P.B. Is Not Totally Useless

Carlos Cardoso Aveline
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An initial version of the following
note was published at “The Aquarian
Theosophist”, November 2012 edition. It 
had no indication as to the name of the author.
 
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The title and front cover of a biography of Helena P. Blavatsky, published in 2012, seems to be profoundly theosophical.
 
A warning should be made for people not to waste money.
 
In spite of its nice title, the book “Madame Blavatsky: The Mother of Modern Spirituality”, by Gary Lachman, is useful mainly as raw material for those who recycle paper.
 
There is always a bright side to things, and the good news is that it has not been published by any theosophical publishing house. Its contents make a poorly updated version of the materials fabricated by Vsevolod Solovyof and the Coulombs in the 19th century. It constitutes a militant form of ethical relativism. It has not been confirmed whether Vatican-related institutions are sponsoring this sort of literature. It may be symptomatic, however,  that the volume has received insistent praises by theosophical editors who are in occult harmony (if not in direct cooperation) with the Vatican.

Sylvia Cranston Wrote the Best Biography
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Jesuitic books regarding Helena Blavatsky must be identified - among other reasons - out of respect for people’s money. The rights of consumers are at stake, but this is not all. Theosophists can indicate to general readers which books are truthful, and what authors do not distort facts.   
 
The best one among dozens of biographies of the founder of modern theosophical movement is “Helena Blavatsky”, by Sylvia Cranston. [1]
 
The 672 pp., well-documented volume is an unavoidable reading for experienced theosophists and for newcomers as well. Most of it reads like a novel. The last and seventh part of Cranston’s work is an astonishing account of the impact of HPB-Masters’ literature on human thought and karma, along 20th century - and nowadays.  
 
NOTE:
 
[1] The book is available in Portuguese language under the title of “Helena Blavatsky”.  
 
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The above article is reproduced from www.HelenaBlavatsky.Org .
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O DESAFIO DO GUERREIRO Posted on 25 Aug 16:04 , 0 comments

Busca da Sabedoria Provoca Uma

Luta Intensa na Alma do Estudante

  

Diversas tradições comparam a busca espiritual a uma guerra e o guerreiro ao peregrino espiritual.  Os inimigos com os quais o guerreiro luta são alguns dos seus próprios pensamentos e sentimentos. O combate tem lugar no mundo interno daquele que busca o  bem. 

As guerras no mundo físico e os diversos conflitos entre os seres humanos resultam de guerras interiores evitadas ou mal resolvidas. Não devemos fugir dos conflitos internos. Devemos, sim, aceitar o grande propósito da vida: aprender. A aprendizagem traz a vitória do bem e dela resulta uma civilização amorosa e solidária. Olhar para a vida como uma grande escola e ver nos outros os nossos companheiros de aprendizagem  é uma das chaves para o fim de todas as guerras.

Aqueles que estudam teosofia de forma vivencial tentam dar expressão ao Eu Superior, travam uma luta pela verdade, desafiam os dogmas e buscam conquistar o bem - o espaço habitado pela paz e pelo amor da Alma Imortal. É necessário que o estudante trave e vença grandes batalhas antes de se transformar em um centro de luz.  Podemos dizer que o caminho do aspirante ao discipulado é também o  caminho do guerreiro.

O livro “Três Caminhos Para a Paz Interior[1] apresenta ao leitor uma visão do guerreiro e das lutas que o aguardam, apontando para os passos que levam à vitória.  A Parte Um do livro é dedicada ao Caminho do Guerreiro. Vejamos algumas questões e como elas são abordadas na obra.

1) O que é o guerreiro em nós?

“… O guerreiro é aquela parte central do nosso eu que é leal à verdade e ao bem, independentemente de sentir prazer ou dor, de enfrentar vitória ou derrota e de receber homenagens ou humilhações.”[2]

“O guerreiro em nós é, na verdade, a energia de ação que reveste o eu superior quando ele está presente nos mundos concretos da consciência.” [3]

2) Onde e quando se dá a luta?

“Não pergunte onde, nem quando, se dá a luta entre o bem e o mal. Ela ocorre dentro de você, o tempo todo. A vitória do bem é certa, e resultará do gradual crescimento interior da bondade e do discernimento em seu coração.” [4]

3) Qual é o grande combate? E que armas são usadas?

“Para o guerreiro da luz só existe conflito entre duas faixas vibratórias: a da paz e a da desarmonia. O objetivo estratégico do bom guerreiro é manter a paz interior em todas as situações. As armas que ele usa são, entre outras, o desapego, o silêncio, a gratidão, o perdão, o autoconhecimento e a renúncia. As armas do inimigo são a indulgência, a vaidade, a preguiça, a teimosia e outras frequências vibratórias que escravizam o ser humano ingênuo às causas do sofrimento. Esse é o grande combate da vida: a guerra entre luz e sombra que se desenvolve dentro de cada cidadão.” [5]

“É na alma do aprendiz que se dá a grande guerra entre luz e sombra. O campo de batalha é o eu inferior. De um lado, lutam os setores da nossa personalidade mortal que são leais à tríade imortal. De outro lado, os setores da nossa personalidade que gravitam em torno da nossa alma animal, e que estão interessados principalmente em preguiça, prazer e poder pessoal.” [6]

4) Como alcançar a vitória?

“O caminho da vitória requer que estejamos livres do passado e de tudo o que pensamos conhecer, e abertos para trilhar caminhos novos e conviver com o desconhecido.” [7]

“… O constante reexame das premissas do nosso pensamento é fundamental. A eficácia do guerreiro depende de que a sua visão estratégica e tática tenha bases sólidas e que ele não aceite nada como premissa inconsciente. Ponto de partida de todo raciocínio ou avaliação, a premissa é essencial. O guerreiro identifica e rompe as redes de manipulação, hipnotismo, ilusão e falsas premissas existentes ao seu redor, e tem, nisso, um elemento essencial para a vitória. (…) Um princípio (…) é não ser escravo de jogos de mentiras, e tampouco usá-los para seu proveito pessoal. Ao mentir, o guerreiro destrói seu próprio poder interior. Toda a força do guerreiro vem da sinceridade.” [8]

“… Quem busca a paz interior deve estar disposto a saborear a derrota. Ninguém alcança uma vitória madura e durável se, antes, não experimentou serenamente várias tonalidades de derrotas. ‘Não existe derrota, na verdade: a única derrota é desistir de tentar’, escreveu um sábio. Quando podemos viver a derrota sem desespero ou autopiedade, mas serenamente, somos capazes de transformar o fracasso em lição e seguimos adiante, livres para sintonizar com a energia da vitória. A grande pergunta que o guerreiro espiritual se faz a cada momento é: ‘Estou tentando? Estou fazendo o melhor que posso?’ ” [9]

A obra “Três Caminhos Para a Paz Interior” tem três partes. O Caminho do Guerreiro é um trajeto fundamental para todos os aprendizes. Mas a busca espiritual passa também pelo Caminho do Autoconhecimento e pelo Caminho da Renúncia às Ilusões.  [10] Estes três caminhos se interligam e juntos conduzem o aprendiz à paz interior e à fonte da bem-aventurança.

Através do autoconhecimento nos capacitamos para renunciar às ilusões: dele surge a compreensão de que as dificuldades para avançar não estão no caminho, mas naquela parte de nós que se limita através do egoísmo. “Todos querem alcançar o êxtase e a bem-aventurança espiritual, mas quantos estão dispostos a fazer o seu dever-de-casa?” [11]  As conquistas nunca são instantâneas e “fazer o melhor que pudermos a cada instante é o segredo da vitória.” [12]

A guerra interna deve ser travada com coragem e sabedoria. A meta é que a luz vença em todos os territórios e em todos os seres. 

(Joana Maria Pinho)

NOTAS:

[1] “Três Caminhos Para a Paz Interior”, de Carlos Cardoso Aveline, Editora Teosófica, Brasília, 2002, 191 pp.

[2] Obra citada, p. 39.

[3] Obra citada, p. 42.

[4] Obra citada, p. 27.

[5] Obra citada, p. 21.

[6] Obra citada, pp. 97-98.

[7] Obra citada, p. 26.

[8] Obra citada, p. 48.

[9] Obra citada, p. 40.

[10] “O Caminho do Autoconhecimento” e “O Caminho da Renúncia às Ilusões” correspondem às partes dois e três da obra “Três Caminhos Para a Paz Interior”.

[11] Obra citada, p. 77.

[12] Obra citada, p. 145.

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O texto acima é reproduzido da edição de janeiro de 2015 do boletim “O Teosofista” . 

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THEOSOPHICAL GLOSSARY NOT BY HPB Posted on 25 Aug 15:05 , 0 comments

Its Editor, G.R.S. Mead,
Misused Helena P. Blavatsky’s Name

Carlos Cardoso Aveline

  

Everyone can buy from Theosophy Company and other publishers the volume “Theosophical Glossary”, whose authorship is wrongly ascribed to Helena P. Blavatsky.

The main founder of the theosophical movement died in May 1891. In the Preface of the Glossary’s first edition, dated January 1892, its editor G. R. S. Mead frankly admits that the volume is “almost entirely posthumous”. H.P.B. only saw in proof 32 of its 389 pages.

Henry S. Olcott soon made a review of the Glossary, and it was published at “The Theosophist” (India), in April 1892 (pp. 444-445). Olcott wrote that if H.P.B. had lived to bring out the Glossary, she would have been much more careful with its contents. Olcott listed a number of mistakes present in the volume, and added:

“Permitting the work to be hurried out with so many errors of omission and commission in its Sanskrit department, are we not playing into the hands of Prof. Müller and other Sanskritists who concur with him in calling us a lot of pseudo-scholars?”

One example of pseudo-scholarship in the Glossary should be given here. It shows the arrogance and occult disinformation which would soon lead Mr. Mead and his colleague, Mrs. Annie Besant, away from true theosophy. 

In the entry on “Fakir”, Mr. Mead pretends to know better than the author of “Isis Unveiled” and indulges in “correcting” that masterpiece of esoteric philosophy. Mead writes:

“Fakir (Arab.) - A Mussulman ascetic in India, a Mahometan ‘Yogi’. The name is often applied, though erroneously to Hindu ascetics; for strictly speaking only Mussulman ascetics are entitled to it. This loose way of calling things by general names was adopted in Isis Unveiled but is now altered.”

Indeed, Initiates have a “loose”, or rather a flexible, living, dynamic relationship with words.

They prefer a direct use of words, giving them many shades of meanings according to each context.

They leave the dead-letter approach in the study of esoteric philosophy to those who are attached to shallow views of life and literature.

While it is acceptable that editors look for exactitude in terms, they should respect the way Initiates as HPB and the Masters of the Wisdom use words.

In “The Mahatma Letters” the term “Fakir” is used several times and in every instance it has the same general meaning as used in “Isis Unveiled”.[1] Because Mead could understand nothing of occult teachings, he tried to correct the sacred teachers of our mankind.

In spite of its mistakes, the “Glossary” is useful. It certainly should not bear H.P. Blavatsky’s name as its author.  In the book “The Dream That Never Dies”, one finds an article by Boris de Zirkoff, on Mead’s Glossary. [2]

Under the emphatic title “Who Played That Trick on H.P.B.? - The Puzzle of The Theosophical Glossary”, Boris makes a detailed examination of Mead’s volume and shows many of its mistakes. “The definitions of the Days and Nights of Brahmâ”, for instance, “are entirely wrong”: and this is a key topic in theosophy.

According to Boris, “a partial survey of the first four letters of the Glossary has revealed no less than 40 mistranslations out of about 300 terms, a very high percentage indeed.”

The Theosophy Co., Los Angeles, republished Mead’s Glossary in 1930. The action was possibly right for that particular point in history. Mead’s Glossary was better than nothing.  However, it was already known by then that G.R.S. Mead had directly participated with Annie Besant in the distortion of and tampering with the original edition of “The Secret Doctrine”. If that had been taken into due consideration, the Theosophy Co. could have abstained from adopting Mead’s Glossary.

There are significant success stories in the history of the theosophical movement. It was fortunate that in the late 1970s the Theosophical Society, Adyar, abandoned the spurious Besant/Mead version of “The Secret Doctrine”. 

The same destiny may be waiting for Mead’s Glossary. The theosophical literature is capable of renewing itself, and the reading public deserves other and better reference books than Mead’s.

The best esoteric Glossary available has been around for quite a few years. It is the comprehensive online TUP edition of the Encyclopedic Theosophical Glossary, an electronic version of a Working Manuscript.  G. de Purucker is its Editor-in-Chief. Geoffrey Barborka is the Editor and Project Manager, and Grace F. Knoche the Editor. The Encyclopedic Theosophical Glossary is reliable and well-documented. It points to its sources. It is free from pseudo-theosophical fancies and focuses on real philosophy. One should recommend it to readers and researchers. [3]

A Gradual Progress in Esoteric Literature

Evolution and self-improvement in theosophical literature are rather slow. Changes take time to spread over various languages.

Mead’s Glossary is still the best-known theosophical reference book available in Portuguese language, for instance. And it is helpful, in spite of its many mistakes.  As the volume uses Helena Blavatsky’s name, it is considered by many as a classic. However, this creates an aura of relative falsehood around it.   In future editions Mead’s “Theosophical Glossary” could well be published with his name as the author. Such a decision would make it become more accurate, at least on its front cover.   

R. S. Mead’s mistake is far from being an isolated fact. It is equally incorrect to publish under HPB’s name any summaries of her works which (well-intentioned as they may be) were not penned by her and are quite different from what she wrote.  An example among others is the Summary of “The Secret Doctrine” made by Michael Gomes. Mr. Gomes uses the same title as the original work, and his volume is intensely yet unethically ambiguous about its authorship.  

While it may be a temptation to some to misuse the name of famous authors, responsible editors refrain from that out of respect for the public.

They know that readers have a right to immediately know whose words they will read,  and whose books they will possibly buy.

NOTES:

[1] See for instance the TUP edition of “The Mahatma Letters”, Letter XXIX, p. 224, and Letter LIV, and Letter LVI (first paragraph), and Letter CXXXIV (the Prayag Letter).

[2] “The Dream That Never Dies - Boris de Zirkoff Speaks Out On Theosophy”, Point Loma Publications, 237 pp., 1983, San Diego, CA. See pp. 81-85. The article was first published in the winter of 1967-1968.

[3] The “Encyclopedic Theosophical Glossary” is available at http://www.theosociety.org/pasadena/etgloss/etg-hp.htm .

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The above article is reproduced from www.HelenaBlavatsky.Org .
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A COMPREENSÃO DOS MISTÉRIOS Posted on 24 Aug 23:04 , 0 comments

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Há livros que parecem resistir à passagem do tempo.

Obras com ensinamentos universais têm a marca da eternidade. Nelas encontramos o passado, reconhecemos o presente, vislumbramos o futuro e encontramos o eterno agora. Essas são características dos livros que apoiam a evolução humana.

Traduzida ao português pelo Carlos, “Wen-tzu, A Compreensão dos Mistérios” é uma dessas obras de conteúdo atemporal e cuja mensagem visa elevar o ser humano através do despertar ético. Como podemos ler na contracapa do livro: “Seu ensinamento não conhece separações entre teoria e prática, e considera cada cidadão um resumo do seu país e da humanidade.”

Escrito antes da era cristã, o “Wen-tzu” tem suas raízes na sabedoria chinesa, mais precisamente no taoísmo filosófico de Lao-tzu. Centrado na essência da vida e do caminho, este livro apresenta ensinamentos profundos e aparentemente complexos com uma simplicidade notável. À medida que lemos esta obra milenar verificamos que os problemas que enfrentamos nos dias de hoje e as soluções para eles são os mesmos de há milhares de anos atrás. Lao-tzu ensinou:

“Os reis magnânimos enriquecem seus povos, os reis despóticos enriquecem suas terras, e as nações em perigo enriquecem seus burocratas. As nações organizadas parecem passar necessidades, as nações perdidas têm os seus reservatórios vazios. Por isso se diz: ‘Quando os governantes não os exploram, os povos naturalmente enriquecem; quando os governantes não os manipulam, os povos naturalmente se tornam civilizados’.” [1]

E ainda:

“…A base do governo ativo está em dar segurança às pessoas. A base do fato de dar segurança às pessoas está em atender as suas necessidades. A base do fato de atender suas necessidades está em não tirar o tempo delas. A base do fato de não tirar o tempo das pessoas está em minimizar os projetos. A base do fato de minimizar os projetos está em moderar no consumo. A base do fato de moderar o consumo está em deixar de lado as extravagâncias. A base do fato de deixar de lado as extravagâncias está no vazio.” [2]

Esta é uma obra muito útil para aqueles que procuram dar um rumo luminoso à vida humana. Os indivíduos não estão separados uns dos outros nem do meio em que vivem. O “Wen-tzu” desperta o leitor para a teia da vida e ajuda-o a tecer com simplicidade e sabedoria.

Joana Maria Pinho
Raja Yoga Books

NOTAS:

[1] Da obra “Wen-tzu, a Compreensão dos Mistérios”, Ensinamentos de Lao-tzu. Tradução do chinês, Thomas Cleary. Tradução do inglês, Carlos Cardoso Aveline. Brasília, Editora Teosófica, 2002, 198 pp., pp. 124-125.

[2] “Wen-tzu, a Compreensão dos Mistérios”, Ensinamentos de Lao-tzu. Tradução do chinês, Thomas Cleary. Tradução do inglês, Carlos Cardoso Aveline. Obra citada, p. 144.

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EXPERIENCING THE YOGA APHORISMS Posted on 24 Aug 22:47 , 0 comments

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Few books could be more effective than the classic “Yoga Aphorisms of Patanjali” in stimulating a sense of duty to one’s own understanding of right living, and to one’s feeling that it is possible to live according to a high ideal of ethics and wisdom.

As the student considers a good version of Patanjali’s book [1], he sees there are many different measures to take and improvements to make at the physical, emotional and mental levels.

The mere act of contemplating its unequal axioms once and again is enough to silently strengthen his will. There is no need to pay too much attention to those axioms with which his natural interaction is weaker. The reader may dwell in those aphorisms that speak to his soul. Their “order” or sequence in the text is not necessarily the order of his needs with regard to self-training. It is right to follow one’s natural process of affinity.

The sense of sacred duty and the perception of one’s failings must be compensated by a detachment regarding mistakes, a “taming” of one’s dispersed will, and the concentration of the mind in the adopted goal and ideal.

A relaxed and contemplative view of those aphorisms that most resonate with us shows the meeting place between our duty and the unlimited possibilities present in our daily life.

NOTE:

[1] See “The Yoga Aphorisms of Patanjali”, an interpretation by William Q. Judge, Theosophy Company, 74 pp. The book is available online in www.TheosophyOnline.com  and its associated websites. One of the best among the many other versions of the work is “The Yoga-Sutra of Patanjali”, Translation, Introduction, Appendix and Notes by Manilal Nabhubhai Dvivedi, published by Tookaram Tatya, Bombay Theosophical Publication Fund, 1890. Another classical version is “The Yoga Philosophy: Being the Text of Patanjali, with Bhoja Raja’s Commentary”, Tookaram Tatya and Dr. Ballantyne, Bombay Theosophical Publication Fund, India, 1885. There are useful versions by Swami Vivekananda, Rohit Mehta and I. K. Taimni.

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The above article is reproduced from “The Aquarian Theosophist” August 2015 edition, pp. 8-9.

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Click here to buy the book “The Yoga Aphorisms of Patanjali”, an interpretation by William Q. Judge

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EXAMINANDO 'LUZ NO CAMINHO' Posted on 09 Aug 18:36 , 0 comments

Edição Luso-Brasileira de 2014 é

A Mais Bem Documentada Desde 1885

Joana Maria Pinho
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O prólogo da edição luso-brasileira de “Luz no Caminho” dá informação valiosa sobre o fracasso ético de sua coautora, Mabel Collins, e aborda a origem comum de “Luz no Caminho” e “A Voz do Silêncio” - que é o “Livro dos Preceitos de Ouro”.
 
A aspiração ao discipulado é apresentada de forma realista e descomplicada ao longo do prólogo de 2014. Com 85 páginas, a edição do “Aquarian Theosophist” se destaca de todas as outras feitas até ao momento, em qualquer idioma.
 
Assim como “A Voz do Silêncio”, a obra “Luz no Caminho” é dedicada a quem aspira a transformar-se em um novo ser, mais aperfeiçoado e próximo da natureza divina, altruísta, justa e fraterna. Os dois livros visam lançar e cultivar as sementes da aspiração ao discipulado nos corações daqueles que leem, estudam e tentam vivenciar seus preceitos. 
 
“Luz no Caminho” coloca os ensinamentos numa linguagem mais acessível para o estudante ocidental, mas a obra apresenta falhas em pontos fundamentais da filosofia esotérica.
 
A edição de 2014 fez das falhas de MC o que todo ser humano deve fazer com qualquer erro: transformou-as em fonte de aprendizagem para os estudantes. Ao longo do livro, seja através do prólogo, seja através das notas de pé de página colocadas nos pontos sensíveis, o leitor é alertado sobre os erros através da apresentação do ensinamento na sua forma verdadeira e original.
 
Está mais do que na hora de colocar ao alcance daqueles que buscam ajudar o progresso da humanidade a literatura teosófica sem as contaminações do passado egoísta em que alguns sectores do movimento teosófico caíram. A equipe editorial de nossos websites e e-grupos associados, assim como seus leitores e colaboradores, tem feito um trabalho de grande importância nesse sentido.
 
A publicação passo a passo de “A Doutrina Secreta” e os livros “The Fire and Light of Theosophical Literature” e “Luz no Caminho” são exemplos vivos da busca pelo despertar da humanidade para a justiça e para o seu potencial fraterno.
 
A obra “Luz no Caminho” recomenda:
 
“Lembra que o pecado e a vergonha do mundo são o teu pecado e a tua vergonha; porque tu és parte do mundo; o teu Carma está inevitavelmente ligado ao grande Carma.” [1]
 
A revolução que o mundo necessita não está na economia nem na política, mas nos corações dos seres humanos.
 
Precisamos purificar nossas intenções e agir servindo o conjunto da humanidade. O bem não se encontra satisfazendo as vontades pessoais, ele constrói-se através do autoconhecimento, do convívio com o eterno e do trabalho de cada um por todos e de todos por cada um. E essa não é uma realidade distante, ela é uma experiência possível de se viver estudando e colaborando com a loja luso-brasileira da LUT.
 
NOTA:
 
[1] “Luz no Caminho”, de M.C., Tradução, Notas e Prólogo de Carlos Cardoso Aveline, The Aquarian Theosophist, 2014, 85 pp., p. 21.
 
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O texto acima é reproduzido de www.HelenaBlavatsky.net
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